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17 PREFEITOS SE UNEM CONTRA A RIO+SANEAMENTO E COBRAM CUMPRIMENTO DE CONTRATO NA AGENERSA

Mobilização liderada por prefeitos do Sul Fluminense pressiona por investimentos prometidos e solução para crise no abastecimento

O movimento de insatisfação contra a Rio+Saneamento ganhou força nesta quarta-feira (4), após reunião realizada na Prefeitura de Vassouras. O encontro ampliou a articulação regional e reforçou uma mobilização que, segundo os próprios gestores, teve início com a atuação direta dos prefeitos Babton Biondi, de Rio Claro, Luiz Fernando Pezão, de Piraí, e Luciano Muniz, de Pinheiral, que praticamente deram início ao movimento regional de cobrança.

A mobilização passou a contar também com a participação da prefeita Rosi Silva e do prefeito de Paracambi, Andrezinho Ceciliano, fortalecendo ainda mais o grupo.

No próximo dia 17, às 11h, 17 prefeitos estarão reunidos na sede da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) para cobrar providências quanto ao cumprimento do contrato por parte da concessionária. O encontro contará também com representantes da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de concessão.

Segundo Babton Biondi, o movimento reflete um descontentamento generalizado entre os municípios atendidos pela empresa.

“Ligamos para todos os prefeitos que fazem parte dessa concessão e agendamos essa reunião na sede da Agenersa, com a presença também da Casa Civil, que foi responsável pela concessão. Todos já conversaram com a empresa e receberam promessas de investimentos que não se concretizaram. Na verdade, não são promessas, é o cumprimento do contrato firmado”, afirmou.

Problemas recorrentes no abastecimento

Os prefeitos relatam que, desde que a Rio+Saneamento assumiu parte das atribuições antes exercidas pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), aumentaram significativamente as reclamações da população. Entre os principais problemas apontados estão a falta constante de água, baixa pressão nas redes, demora no atendimento e ausência de respostas efetivas às demandas apresentadas pelas prefeituras.

Em Rio Claro, Babton afirma que a situação é crítica. “Queremos que a Rio+ entregue o que foi acordado ou que o Estado reassuma o serviço. Na nossa cidade falta água constantemente e a empresa não atende o básico. E quando realiza reparos, ainda deixa buracos pelas ruas”, criticou.

Pressão pode chegar ao governador

Após a reunião na Agenersa, os prefeitos pretendem solicitar audiência com o governador Cláudio Castro para tratar do tema em nível estadual. A avaliação do grupo é de que os problemas extrapolam questões pontuais e exigem posicionamento firme do Governo do Estado.

A Rio+Saneamento é responsável pela operação do Bloco 3 da concessão da antiga Cedae, que engloba municípios do interior e bairros da Zona Oeste da capital. A empresa atua na distribuição de água e no tratamento de esgoto, enquanto a Cedae permanece responsável, em determinadas regiões, pela captação e produção de água.

Com a união de 17 prefeitos — movimento iniciado por lideranças como Babton Biondi, Luiz Fernando Pezão e Luciano Muniz — a mobilização ganha peso político e institucional, demonstrando que a cobrança é coletiva e pode redefinir os rumos da concessão no interior fluminense.

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